Em suas declarações, Sheinbaum enfatizou a importância de minimizar o impacto negativo da suspensão para o México e a necessidade de explorar soluções diplomáticas para garantir que Cuba receba o combustível necessário. A decisão, segundo a presidente, visa garantir que o país não enfrente sanções adicionais que possam afetar sua economia.
Curiosamente, essa suspensão aconteceu apenas um dia após o México ter enviado mais de 800 toneladas de ajuda humanitária a Cuba. O governo cubano, sob a liderança do presidente Miguel Díaz-Canel, enfrenta um embargo econômico imposto pelos EUA que persiste há mais de seis décadas. Em resposta a essa pressão, o governo cubano priorizou o fornecimento de combustível para serviços essenciais, como saúde, alimentação e defesa, tentando mitigar as consequências do embargo.
Recentemente, autoridades mexicanas estavam analisando maneiras de ajudar Cuba sem incorrer nas represálias de Washington. Isso demonstra um compromisso contínuo do México em auxiliar seus vizinhos, mesmo em meio a um cenário internacional complicado. O governo mexicano destacou que, além de Cuba, também enviou assistência a outras nações, como o Chile e até os Estados Unidos, após desastres naturais.
Com essa situação delicada, a relação entre México, Cuba e Estados Unidos continua a ser um tema polêmico e de intensas discussões, especialmente à medida que práticas diplomáticas e de ajuda humanitária se entrelaçam com as questões de embargo e soberania. A suspensa remessa de petróleo é um reflexo das tensões atuais e das dificuldades enfrentadas por países que buscam manter relações amigáveis em um cenário global tão fragmentado.







