Sheinbaum enfatizou a importância da parceria, ressaltando que a Petrobras detém conhecimento técnico avançado, especialmente em mapeamento e avaliação de campos maduros. Um exemplo citado pela presidente é o famoso campo de Cantarell, que, apesar de sua longa história de exploração, ainda pode oferecer oportunidades de extração em camadas mais profundas. “A Petrobras é uma especialista em exploração e produção em águas profundas, e possui técnicas exclusivas que permitem determinar a viabilidade de extração em áreas já exploradas, mas que ainda apresentam potencial”, declarou.
A meta do acordo, segundo Sheinbaum, é assegurar a produção nacional de petróleo, com uma ambição de alcançar até 1 milhão de barris diários para o consumo interno. Essa estratégia visa não apenas fortalecer a segurança energética do país, mas também minimizar a dependência de importações.
Além disso, a presidente deixou claro que a administração mexicana está comprometida com a transição energética e a expansão das fontes renováveis de energia. “Estamos conscientes das considerações ambientais que cercam nosso setor energético. Por isso, buscamos não só aumentar a produção de petróleo, mas também diversificar nossas fontes de eletricidade, priorizando as energias renováveis”, afirmou.
Esse movimento ocorre em um contexto global em que a demanda por energia está em constante transformação, e países buscam equilibrar suas necessidades de consumo com compromissos ambientais. O acordo entre Pemex e Petrobras não apenas aponta para uma aliança estratégica, mas também destaca a intenção do México de criar um modelo energético mais sustentável e robusto para o futuro.
