A mandatária fez questão de destacar que o envio da ajuda incluirá alimentos, utensílios e outros itens essenciais, visando mitigar os impactos das dificuldades que a população cubana enfrenta. Durante um evento oficial, Sheinbaum enfatizou que essa ação é parte de um esforço diplomático mais amplo para auxiliar a ilha caribenha, especialmente no que tange ao fornecimento de petróleo, vital para a sua economia. “Estamos resolvendo essa questão exclusivamente pelos canais diplomáticos”, afirmou.
Em meio a essa situação, as relações entre México e Estados Unidos continuam a ser um ponto focal. Na última quinta-feira, Sheinbaum manteve uma conversa com o presidente norte-americano, Donald Trump. De acordo com a presidente mexicana, o tema Cuba não foi discutido. No entanto, Trump havia feito um pedido à líder mexicana para que suspendesse o envio de petróleo a Havana, solicitação que, segundo ele, foi atendida.
A pressão sobre Cuba aumentou após a suspensão do fornecimento de petróleo pela Venezuela, influenciada por ações militares dos Estados Unidos na região. Historicamente, o país sul-americano tem sido um aliado importante de Cuba, e a interrupção deste abastecimento gerou um déficit significativo. Passando por uma fase adversa, Cuba agora volta seus olhos para o México, que surge como uma nova fonte para o suprimento energético que a ilha tanto necessita.
Além disso, Trump mencionou que os Estados Unidos estão mantendo diálogos com as autoridades cubanas na esperança de estabelecer um entendimento que possa aliviar as tensões entre os dois países. “Estamos conversando com pessoas de Cuba, com as mais altas autoridades cubanas, então veremos o que acontece”, comentou ele, deixando em aberto a possibilidade de negociações futuras.
Em suma, a ajuda humanitária que o México se propõe a enviar a Cuba aparece como uma ação não apenas de solidariedade, mas também como uma manobra diplomática em um cenário regional complicado, onde as consequências das sanções e as relações bilaterais são constantemente testadas. A situação continua a evoluir, e os desdobramentos dos diálogos e ajudas humanitárias poderão ser cruciais para o futuro da ilha.






