O estudo, liderado pelo pós-doutorando Adrian Broz da Universidade de Purdue, comparou amostras de rocha de Marte com aquelas coletadas em locais como a Califórnia e a África do Sul. Os resultados indicaram semelhanças químicas significativas, levantando a hipótese de que a água, em forma de chuva, pode ter sido uma força essencial na formação da caulinita no planeta. Broz notou que, embora a caulinita possa se formar através de processos hidrotermais, o padrão químico resultante desses processos difere do que se observa em climas úmidos e frios, onde a chuva é predominante. Assim, as evidências parecem favorecer a ideia de que a chuva foi o mecanismo responsável pela formação dessas rochas em Marte.
Esses achados não são meramente acadêmicos; eles oferecem uma janela única para o passado de Marte e suas potenciais condições para abrigar vida. A presença de caulinita e outros minerais argilosos em Marte preserva informações sobre o clima e a geologia do planeta em um tempo em que ele poderia ter suportado vida. Conforme Broz colocou, “toda a vida usa água”. Ao considerar que Marte pode ter sido um ambiente molhado, a possibilidade de que ele tenha sido habitável em algum momento histórico se torna cada vez mais viável.
Essas descobertas foram recentemente documentadas em uma publicação científica, destacando a relevância dos dados coletados pelo Perseverance na busca por respostas sobre o passado de Marte, e, por consequência, sobre a possibilidade da existência de vida extraterrestre no planeta. Assim, a pesquisa não apenas amplia nossos horizontes sobre Marte, mas também reativa a discussão sobre a busca por vida além da Terra.






