Essas possíveis demissões se destacam como as mais significativas desde a grande reestruturação que ocorreu entre 2022 e 2023, período em que a Meta dispensou cerca de 21 mil colaboradores. Além disso, a empresa já havia realizado cortes em março, com a dispensa de centenas de funcionários, em resposta aos altos investimentos em inteligência artificial (IA). Entre os setores que enfrentaram essas reduções estão a Reality Labs, que se dedica ao desenvolvimento de hardware e software para realidade virtual e aumentada, bem como outras divisões relacionadas às redes sociais e recrutamento.
A Reality Labs é especialmente conhecida por suas inovações, incluindo os óculos Oculus/Meta Quest e o Projeto Aria, focado em óculos inteligentes. Em dezembro do ano passado, a Meta contava com 79 mil funcionários, e desde o início de 2023, a companhia já vinha prevendo demissões de pelo menos 10% na área de realidade virtual.
Em declarações anteriores, um porta-voz da Meta mencionou que a empresa frequentemente passa por reestruturações para se alinhar com suas metas. As demissões visam também ajustar os gastos da companhia em um contexto de aumento de custos nas operações relacionadas à inteligência artificial. Com as pressões do mercado e a concorrência crescente de outras gigantes de tecnologia, como OpenAI e Alphabet, a Meta busca otimizar suas despesas, investindo pesadamente em talento especializado na área de IA, com gastos que ultrapassam bilhões de dólares.
As ações da empresa, que são negociadas na Bolsa Nasdaq, registraram uma leve alta no fechamento do pregão recente, mas apresentaram uma queda marginal nas negociações após o expediente. Esse cenário reflete a nervosidade dos investidores em relação às estratégias de contenção de custos da Meta em meio a um mercado cada vez mais competitivo. Com estimativas de despesas totais previstas entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões para o ano, a empresa está sob pressão para encontrar um equilíbrio entre investimento em inovação e a saúde financeira a longo prazo.







