Durante a sabatina, Messias apresentou sua visão sobre o papel do STF e as relações entre os poderes Legislativo e Judiciário. Ele expressou a necessidade urgente de reforma no sistema judicial, sintonizando-se com a demanda crescente por mudanças que têm sido levantadas por diversos senadores. Em sua fala inicial, o indicado também compartilhou experiências vividas como assessor do senador Jaques Wagner, revelando que seu tempo no Senado trouxe “epifanias” sobre a importância da democracia e da república. Segundo ele, o Senado é um espaço “nobre” para a resolução de conflitos, onde a construção de consensos é possível mesmo em face de “posições antagônicas”.
Jorge Messias enfatizou a função do STF como guardião da Constituição, ressaltando a responsabilidade da Corte em proteger os direitos fundamentais e promover o amadurecimento cívico da sociedade brasileira. Ao abordar a temática do aprimoramento institucional do STF, ele defendeu que é crucial discutir o aperfeiçoamento dos procedimentos da Corte, afirmando que “quanto mais individualizadas forem as decisões, menos institucionalidade se transmite”.
O relator da indicação, senador Weverton Rocha, otimista sobre a aprovação de Messias, previu que ele deverá conquistar cerca de 16 votos na CCJ e pelo menos 45 no plenário, o que garantiria sua consistência favorável na votação. A expectativa é que sua confirmação esteja alinhada com um movimento maior por uma nova fase de diálogo e entendimento entre os poderes, especialmente no que diz respeito à aplicação da Constituição e ao avanço da reforma judicial no Brasil.
