Durante seu discurso, Lula salientou a importância da integração sul-americana como uma forma de enfrentar essas dificuldades. O presidente enfatizou que a fragmentação econômica pode prejudicar não apenas o comércio, mas também os investimentos e o desenvolvimento sustentável na região. Para Lula, a resposta a esses desafios deve ser a ampliação da presença internacional do Mercosul, com um olhar especial para parcerias estratégicas, como a que se pretende estabelecer com o Japão, além de um diálogo em preparação com a China.
Em um contexto em que as trocas comerciais internas do Mercosul cresceram significativamente — passando de US$ 4,5 bilhões em 1991 para aproximadamente US$ 50 bilhões em 2025 — o presidente também destacou o impacto das inovações financeiras, como o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix, que considera uma potencial referência internacional. Essa infraestrutura de pagamentos, segundo Lula, pode servir para facilitar as transações entre os países do bloco.
Outro ponto abordado foi a importância da hidrovia Paraguai-Paraná, essencial para a logística regional, que movimenta cerca de 100 mil toneladas por ano. Lula frisou que essa via é crucial para o Mercosul, reforçando o caráter do bloco como um instrumento de proteção econômica e expansão comercial em um cenário internacional cada vez mais competitivo. Assim, a cúpula não apenas celebra os 35 anos do Mercosul, mas também traça uma nova rota para sua relevância futura no comércio global.
