Mercenários brasileiros na Ucrânia: 22 mortos e 44 desaparecidos, alerta Itamaraty sobre riscos de alistamento em forças estrangeiras.

O conflito na Ucrânia tem causado consequências trágicas para brasileiros envolvidos na guerra. Recentemente, foi divulgado que 22 mercenários brasileiros perderam a vida, uma informação que se tornou ainda mais alarmante com a morte do paraense Adriano Silva, atingido por fogo de artilharia enquanto lutava a favor do governo de Kiev. Este tipo de fatalidade, caracterizado como um ataque indireto, é uma das muitas realidades brutais enfrentadas por aqueles que se alistam em conflitos armados no exterior.

Os dados sobre as mortes e desaparecimentos de brasileiros na Ucrânia foram coletados junto ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Atualmente, estima-se que outros 44 brasileiros estejam desaparecidos na região, exacerbando a angústia de familiares e amigos. O Itamaraty tem reiterado a sua posição contrária ao alistamento voluntário em forças armadas estrangeiras, alertando os cidadãos sobre os perigos associados a essa decisão.

Em um comunicado emitido no final de 2025, o ministério enfatizou os riscos de se envolver em conflitos armados fora do país, incluindo a possibilidade de persecução legal. O crescente número de brasileiros perecendo ou se encontrando em situações difíceis para deixar zonas de combate tem gerado preocupações significativas. Muitos deles estão amarrados a contratos com entidades estrangeiras, o que complicam ainda mais suas condições de retorno.

Além disso, as autoridades brasileiras destacam que a assistência consular nessas circunstâncias é muitas vezes limitada. Os contratos firmados pelos mercenários podem restringir a capacidade do governo em oferecer suporte efetivo e, em casos mais extremos, os cidadãos podem ficar sem qualquer possibilidade de retorno ao país. Isso reforça a recomendação das autoridades emnão aceitar propostas de trabalho ou convites que impliquem participar de exércitos estrangeiros.

O cenário se torna ainda mais desolador à medida que os relatos de brasileiros perdendo suas vidas se multiplicam, deixando um rastro de dor e desespero em suas comunidades. O apelo das autoridades é claro: evitar alistamentos e contribuir para a redução das tragédias que afetam as famílias brasileiras que veem seus entes queridos se envolverem em guerras cada vez mais distantes e perigosas.

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