Os dados mais recentes também revelam que, apesar da inflação observar uma alta de 0,7% em fevereiro, essa taxa acumulada em 12 meses recuou para 3,81%, demonstrando uma leve desaceleração e ficando abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Para os anos seguintes, as perspectivas também foram ajustadas: a projeção para 2027 aumentou de 3,8% para 3,84%, enquanto as expectativas para 2028 e 2029 são de 3,57% e 3,5%, respectivamente.
Para tentar controlar a inflação dentro da meta, o Banco Central utiliza como ferramenta principal a taxa Selic, que atualmente está em 14,75% ao ano. Recentemente, o Copom decidiu por uma redução de 0,25 ponto percentual, pensando em um ciclo de baixa que poderia ter sido mais significativo, mas que foi contido devido a incertezas externas. A Selic esteve em seu máximo histórico de 15,25% ao ano, refletindo um período de sete aumentos consecutivos antes de a taxa ser mantida estável em quatro reuniões.
Nesse contexto de incertezas, o Copom reafirma que não descarta a possibilidade de revisar a trajetória da Selic se necessário. A previsão da taxa básica ao fim de 2026 está estável em 12,5% ao ano, com estimativas de redução para 10,5% e 10% em 2027 e 2028, respectivamente.
Além disso, o boletim indicou um leve aumento na projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, passando de 1,84% para 1,85%. Para os próximos anos, as expectativas se mantêm otimistas, com um crescimento projetado de 2% em 2028 e 2029. Em relação ao câmbio, o dólar deve se estabilizar em R$ 5,40 até o fim de 2026 e chegar a R$ 5,45 em 2027.
Esses dados, que refletem tanto a complexidade do momento econômico atual quanto as expectativas até o final da década, oferecem uma visão detalhada da saúde econômica do Brasil, ainda influenciada por fatores internos e externos.






