MERCADO DE TRABALHO – Renan Filho defende fim da escala 6×1 e apoia mudança para jornada 5×2 – com Jornal Rede Repórter

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), manifestou apoio à proposta que prevê o fim da escala de trabalho conhecida como 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso. A iniciativa, que está em discussão no Congresso Nacional do Brasil, pretende estabelecer como padrão a jornada 5×2, com dois dias de folga semanal.

Em entrevista à reportagem da Tribuna Independente, o ministro afirmou que o Governo Federal do Brasil defende a mudança e demonstrou confiança na aprovação da proposta ainda este ano. Segundo ele, a alteração representaria um avanço nas condições de trabalho e acompanharia transformações econômicas e tecnológicas.

“Nós somos integralmente a favor do fim da escala 6 por 1 e da mudança para uma escala 5 por 2. Na verdade, muita gente já trabalha nessa escala. Por exemplo, o serviço público todo. O serviço público trabalha durante a semana e folga no final de semana. Há também quem trabalhe em regime de plantão, que possui uma relação de horas de trabalho e descanso melhor do que a 5 por 2”, afirmou.

Renan Filho avaliou que a mudança acompanha transformações no mercado de trabalho e na organização das atividades profissionais. Para ele, fatores como digitalização e avanço da tecnologia têm alterado a dinâmica das profissões e exigem atualização nas regras trabalhistas.

“O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está defendendo essa pauta, eu sou um amplo defensor e acredito que será aprovada. O mundo está mudando muito, com digitalização, inteligência artificial e transformação nas profissões. Precisamos adequar a oferta e a demanda de trabalho e isso pode ajudar o Brasil”, declarou.

Durante a entrevista, o ministro também rebateu críticas à proposta e fez referência a debates históricos relacionados a mudanças nas relações de trabalho no país. Ele comparou a resistência à redução da jornada com posicionamentos contrários a transformações sociais ocorridas no passado.

Renan Filho também comentou declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que havia questionado se os defensores da mudança teriam dialogado com o setor empresarial sobre os impactos da proposta.

Ao responder à crítica, o ministro afirmou que o debate precisa considerar tanto empregadores quanto trabalhadores. “Eu converso todos os dias com empresários e acredito que é importante a sociedade produzir junto e garantir um país competitivo. Mas também é preciso ouvir o trabalhador. É necessário ouvir todos os lados e avançar, porque a redução da jornada pode significar qualidade de vida para as pessoas e um país mais forte”, disse.

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