MERCADO DE TRABALHO – Deputado critica manutenção da escala 6×1 e acusa extrema-direita de “exploração” – com Jornal Rede Repórter

O presidente do PT em Alagoas, Ronaldo Medeiros, intensificou o discurso no debate sobre jornada de trabalho e acusou setores da extrema-direita de defenderem a “exploração” e uma forma moderna de “escravidão” ao se posicionarem a favor da manutenção da escala 6×1.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar criticou o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso e pediu que a população acompanhe como os deputados federais de Alagoas irão votar na proposta que trata da redução da jornada. “Não é modernização, é exploração. Manter a escala 6×1 é tratar o trabalhador como descartável e concentrar riqueza nas mãos de poucos”, afirmou. Em outro trecho, declarou: “Fiquem de olho em quem vota contra o trabalhador. Defender a escala 5×2 é defender saúde, família e respeito.”

Medeiros também citou a Argentina como exemplo do que classifica como retirada de direitos trabalhistas, mencionando medidas adotadas pelo governo do presidente Javier Milei. Segundo ele, reformas que flexibilizam regras trabalhistas e reduzem garantias históricas representam um alerta para o Brasil.

Proposta em debate

A discussão no Congresso Nacional envolve proposta que busca alterar a jornada predominante em diversos setores, substituindo a escala 6×1 por modelos considerados menos exaustivos. A iniciativa conta com apoio de partidos alinhados ao governo federal, sob o argumento de que amplia a proteção social e melhora a qualidade de vida dos trabalhadores.

Por outro lado, partidos como PL e Republicanos têm se posicionado contra a mudança, alegando possíveis impactos econômicos e efeitos sobre a geração de empregos.

Ao cobrar transparência no posicionamento da bancada alagoana, Medeiros reforçou a estratégia de mobilização adotada desde que assumiu a presidência estadual do PT, levando o debate às redes sociais e às bases do partido. A votação da proposta tende a ampliar o embate entre governo e oposição, tanto no cenário nacional quanto em Alagoas, sob a pauta da jornada de trabalho e dos direitos sociais.

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