Em uma mensagem comovente publicada no jornal “Il T”, o pai de Mattia, Giovanni Battista Maestri, expressou sua dor pela perda, mas também seu agradecimento a todos que de alguma forma contribuíram para aliviar o sofrimento em meio a essa tragédia. “O nosso Mattia nos deixou, e em nome dele, agradeço a vocês por terem contribuído para tornar seu falecimento menos doloroso”, escreveu Giovanni, destacando a importância do suporte recebido em um momento tão difícil.
A situação envolvendo o queijo contaminado resultou em repercussões legais. Dois responsáveis pela produtora de laticínios que fabricou o queijo já haviam sido condenados por lesões culposas, um crime que implica em negligência, isto é, sem a intenção de causar dano. Contudo, com a morte de Mattia, surgiram novas possibilidades de reabertura do inquérito, agora sob a perspectiva de homicídio.
A dor da perda levou Giovanni a se tornar um ativo defensor da segurança alimentar. Ele fundou uma associação voltada para alertar a população sobre os riscos da contaminação em produtos alimentares, especialmente emphasizing que crianças menores de dez anos devem ser protegidas do consumo de queijos de leite cru ou de maturação curta. “É preciso ter muito cuidado com o leite cru, que pode ser perigoso, principalmente para crianças pequenas”, salientou Marina Vivarelli, nefrologista pediátrica e membro do Conselho Nacional de Saúde da Itália. Vivarelli alertou que a toxina STEC da bactéria Escherichia coli pode causar gastroenterite em adultos e em crianças mais velhas, mas representa um risco ainda maior para os mais jovens, podendo desencadear complicações severas como a síndrome hemolítico-urêmica. Diante dos novos esforços de Giovanni, a discussão sobre segurança alimentar se torna ainda mais urgente e necessária na sociedade atual.
