Menino de 9 anos é resgatado após viver aprisionado em van do pai na França desde 2024; pai é detido por sequestro e outras acusações.

No leste da França, um menino de apenas 9 anos foi resgatado em circunstâncias alarmantes, depois de passar quase um ano trancado na van de serviços públicos de seu pai. O caso veio à tona após um vizinho ouvir sons provenientes do veículo, em Hagenbach, uma localidade próxima às fronteiras da Suíça e da Alemanha. A Polícia, ao responder ao chamado, forçou a abertura da van e fez uma descoberta chocante: a criança estava em uma posição fetal, sem roupas, coberta por um cobertor em cima de lixo e cercada por excrementos.

Informações do promotor local, Nicolas Heitz, indicam que o menino apresentava sinais alarmantes de desnutrição e havia perdido a habilidade de andar, o que sugere uma privação severa e prolongada. Segundo o pai, a decisão de manter a criança presa foi motivada por um desejo de protegê-la de um suposto internamento em um hospital psiquiátrico, sugerido por sua companheira. Contudo, não existem registros médicos que justifiquem tal preocupação, e o garoto possuía um bom desempenho escolar antes de desaparecer.

Durante os interrogatórios, o menino relatou ter enfrentado dificuldades com o parceiro do pai e manifestou a crença de que seu pai não tinha outra opção a não ser trancá-lo. Ele informou ainda que não tomava banho desde 2024, evidenciando as condições precárias em que se encontrava.

O pai foi detido e enfrenta acusações de sequestro e outras infrações, enquanto sua companheira, que teria negado saber da situação, também foi acusada, mas liberada sob supervisão judicial. Ambas as crianças sob os cuidados do pai—uma irmã de 12 anos e uma filha de 10 da companheira—foram colocadas sob a tutela de serviços sociais.

Enquanto as investigações prosseguem, a polícia está avaliando se mais pessoas estavam cientes da situação do menino. Surpreendidos e chocados, os moradores de Hagenbach relataram que acreditavam que a criança estava internada em uma instituição psiquiátrica e que não tinham informações sobre seu estado real. As autoridades ainda não divulgaram os nomes envolvidos no caso, mantendo o sigilo em torno da identidade da vítima e de sua família, enquanto aguardam apurações mais detalhadas.

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