Menino de 3 anos morre após ser espancado pelo pai em Viamão; mãe também é presa e investigações continuam.

Na noite de quarta-feira, dia 8 de outubro, a tragédia que afligiu a cidade de Viamão, no Rio Grande do Sul, ganhou contornos ainda mais sombrios com a morte de Oliver, um menino de apenas 3 anos. O pequeno estava internado na unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre desde o último domingo, 5, quando o caso veio à tona. As primeiras informações indicam que a criança teria sido brutalmente espancada pelo próprio pai, após se recusar a lhe dar “bom dia”.

O autor das agressões, um missionário religioso norte-americano de 33 anos, foi detido na mesma data em que o crime ocorreu. Em testemunhos à polícia, ele confessou a autoria dos atos violentos, afirmando ter desferido socos no peito e abdômen do menino, além de ter batido a cabeça da criança contra o chão. A descrição das agressões reveladas pela delegada responsável pelo caso, Luana Tamiozzo Medeiros, é chocante. A autoridade qualificou as lesões como “brutais”, corroboradas pelas marcas visíveis no corpo de Oliver, que, infelizmente, não resistiu aos ferimentos.

A situação se agravou para a família, pois a mãe de Oliver também foi presa nesta quinta-feira, dia 9. Ela não estava presente durante a agressão, conforme o relato do pai, mas a polícia não descarta investigar uma possível participação dela no crime. A investigação busca esclarecer se a mãe possa ter contribuído de alguma forma para as agressões, e uma perícia está sendo realizada para avaliar seu envolvimento.

O caso levou à indignação da comunidade, que clama por justiça diante de tamanha crueldade. O pai, que aguarda as próximas etapas do processo, deverá enfrentar acusações de homicídio duplamente qualificado. A Polícia Civil segue empenhada na coleta de provas e esclarecimento completo dos fatos, enquanto a sociedade se vê chocada pela perda de uma vida tão jovem e inocente. A tragédia de Oliver lança luz sobre questões alarmantes de violência familiar e a necessidade urgente de ações preventivas e de proteção para as crianças.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo