O procurador público em Montbéliard, Paul-Edouard Lallois, informou que o garoto compartilhava os vídeos através de sistemas de mensagens criptografadas, participava de discussões relacionadas ao Islã radical e demonstrava interesse em explosivos e armas em geral. A sanção criminal contra ele será determinada apenas em março de 2025, quando ele terá 16 anos, e poderá variar entre tratamento ambulatorial e tutela em um centro socioeducativo.
Os atos cometidos pelo pré-adolescente foram considerados como glorificação do terrorismo, incitando a prática de tais atos. No entanto, o juiz ressaltou que o discernimento da criança estava prejudicado devido às suas vulnerabilidades psicológicas, o que propiciou um ambiente propenso para sua radicalização. Ele está atualmente internado em uma instituição educacional para menores infratores, onde tem respondido positivamente aos cuidados e à convivência em comunidade.
De acordo com a legislação francesa, a privação de liberdade para menores começa aos 13 anos, e a partir dos 16 anos, o adolescente pode ser julgado pelas mesmas leis dos adultos em casos graves de reincidência. O menino em questão enfrenta problemas de desenvolvimento, como atraso na linguagem, problemas de adaptação escolar e experiências negativas de solidão. A defesa do garoto buscava sua absolvição com base na falta de discernimento, porém um relatório forense revelou sua clara consciência da gravidade de seus atos.
O caso gerou espanto e preocupação entre as autoridades, que ressaltaram a importância de medidas educativas e de cuidados para prevenir atos de radicalização em crianças vulneráveis. A condenação do menino ficará registrada em sua ficha criminal e permanecerá mesmo após ele completar 18 anos. A sociedade francesa se mantém atenta aos desdobramentos desse caso e às questões relacionadas à radicalização precoce.
