Menino de 12 anos é considerado culpado por glorificar atos terroristas na França após assistir a vídeos jihadistas – pena será decidida em 2025.

Um menino de apenas 12 anos foi considerado culpado de glorificar atos de terrorismo após assistir a centenas de vídeos jihadistas e distribuir alguns deles no leste da França. A criança, cuja identidade não foi revelada, admitiu diante do juiz de menores seu interesse pelo Islã radical, após gravar mais de 1,7 mil vídeos de propaganda jihadista ou massacres desde dezembro de 2023.

O procurador público em Montbéliard, Paul-Edouard Lallois, informou que o garoto compartilhava os vídeos através de sistemas de mensagens criptografadas, participava de discussões relacionadas ao Islã radical e demonstrava interesse em explosivos e armas em geral. A sanção criminal contra ele será determinada apenas em março de 2025, quando ele terá 16 anos, e poderá variar entre tratamento ambulatorial e tutela em um centro socioeducativo.

Os atos cometidos pelo pré-adolescente foram considerados como glorificação do terrorismo, incitando a prática de tais atos. No entanto, o juiz ressaltou que o discernimento da criança estava prejudicado devido às suas vulnerabilidades psicológicas, o que propiciou um ambiente propenso para sua radicalização. Ele está atualmente internado em uma instituição educacional para menores infratores, onde tem respondido positivamente aos cuidados e à convivência em comunidade.

De acordo com a legislação francesa, a privação de liberdade para menores começa aos 13 anos, e a partir dos 16 anos, o adolescente pode ser julgado pelas mesmas leis dos adultos em casos graves de reincidência. O menino em questão enfrenta problemas de desenvolvimento, como atraso na linguagem, problemas de adaptação escolar e experiências negativas de solidão. A defesa do garoto buscava sua absolvição com base na falta de discernimento, porém um relatório forense revelou sua clara consciência da gravidade de seus atos.

O caso gerou espanto e preocupação entre as autoridades, que ressaltaram a importância de medidas educativas e de cuidados para prevenir atos de radicalização em crianças vulneráveis. A condenação do menino ficará registrada em sua ficha criminal e permanecerá mesmo após ele completar 18 anos. A sociedade francesa se mantém atenta aos desdobramentos desse caso e às questões relacionadas à radicalização precoce.

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