
Uma menina de seis anos, moradora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, denunciou o próprio padrasto por maus tratos e abuso sexual. Segundo a polícia, em uma das agressões, a menina chegou a perder parte do cabelo. O autor do crime teria se aproveitado da estadia da criança na casa dele, durante as férias, para cometer o crime. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado.
Segundo registrado no boletim de ocorrência, o aconteceu em uma residência no bairro Vila Melo, em São Vicente. Tanto a mãe da menina quanto o padrasto moravam nessa casa, junto com os outros filhos da mulher e a madrasta do suspeito. De acordo com a avó paterna da menina, com quem ela mora e que, agora, tem a guarda provisória, foi a mãe da criança quem a buscou para passar o penúltimo fim de semana do mês de julho com ela.
“Ela foi para passar um fim de semana e ficou mais de oito dias. Foi totalmente inesperado. Quando consegui contato com eles, quem atendeu já foi um policial, pois a madrasta dele [padrasto] ouviu os gritos de socorro da minha neta e chamou a polícia”, conta.
Cabelos caíram da cabeça da menina após terem sido puxado pelo agressor em São Vicente (SP) (Foto: Arquivo Pessoal)
Segundo a aposentada, a madrasta presenciou os maus tratos e denunciou o enteado para a polícia. Ele chegou a ser detido em flagrante. Logo que soube, ela buscou a neta e foi com ela até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, onde registrou a ocorrência. Em depoimento, a neta relatou tudo o que aconteceu.
“Ela disse que apanhou e foi jogada contra a parede, que puxaram o cabelo dela”, relata. A criança, conforme o boletim de ocorrência, ainda afirmou que o padrasto colocou o órgão genital em sua boca, urinando em seguida. “Agora, não sei se isso também aconteceu nos outros dias”, diz., diz o G1
A menina passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande. Porém, quando o laudo saiu, o padrasto já havia sido solto. “Essa é a Justiça do Brasil. Esse monstro agrediu minha neta, e agora está solto. Não é justo”, desabafa.
Diante da confusão, o Tribunal de Justiça de São Paulo intimou o acusado a não frequentar a casa da mãe da menina, não manter contato com a vítima por qualquer meio de comunicação, além de ter que ficar, obrigatoriamente, a 100 metros de distância da menina.
Ainda assim, as consequências do trauma, segundo a aposentada, vão demorar a passar. “Ela chegou a ir dois dias para a escola, mas tem reclamado de dores de cabeça. Agora, fica em casa, muda, se esconde em baixo do lençol. É um pesadelo”, finaliza. A polícia continua investigando o caso e deve colher novos depoimentos nos próximos dias.
02/08/2018
