Ministro André Mendonça convoca reunião com delegados da PF sobre o caso Banco Master
Na última sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, André Mendonça, novo relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), convocou uma reunião com delegados da Polícia Federal (PF) envolvidos na investigação. O encontro, que teve início às 15h30, visava atualizar Mendonça e seus assessores sobre o andamento da apuração, uma vez que eles não estavam familiarizados com os detalhes do caso até então.
A troca de relatorias ocorreu de forma controversa, após a saída de Dias Toffoli, que enfrentava suspeitas associadas ao caso. Um relatório da PF, que agora está sob a responsabilidade de Mendonça, revelou ligações entre Toffoli e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O documento, extenso e repleto de informações, indica contatos frequentes entre o banqueiro e o ex-presidente do STF, incluindo um convite para uma festa de aniversário e trocas de mensagens sobre pagamentos relacionados ao resort Tayayá, que é objeto de investigações.
Recentemente, Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, responsável por transações comerciais relacionadas ao resort, ligadas a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Ele assegurou que as operações foram realizadas de maneira transparente e devidamente declaradas à Receita Federal, alegações que são parte de sua defesa contra as acusações de irregularidades.
Apesar das explicações apresentadas por Toffoli, a rápida movimentação nos bastidores do STF, incluindo uma reunião de todos os magistrados que compõem a Corte, culminou na transferência dos atos do caso ao presidente do STF, Edson Fachin, que decidiu redistribuir o processo através de um sorteio. Essa decisão suscitou debates sobre a transparência e a imparcialidade das investigações que envolvem figuras de alto escalão na elite política do país.
O desdobramento dessa situação é observado com atenção, uma vez que as repercussões podem impactar não apenas a reputação dos envolvidos, mas também a confiança da sociedade nas instituições brasileiras. O caso do Banco Master se insere em um panorama mais abrangente de questionamentos sobre a ética e a responsabilidade dos agentes públicos em um período de crescente escrutínio social.
