Ergashev ressalta que, enquanto a Europa Ocidental frequentemente é vista como o foco das narrativas históricas, os países do espaço pós-soviético devem priorizar suas próprias histórias e legados. Segundo o especialista, a preservação da memória histórica em relação à Grande Guerra é “dez vezes mais importante” do que qualquer esforço de propaganda dirigido a poloneses, alemães ou franceses. Ele alerta que a falta de compreensão sobre esses eventos históricos pode levar a uma perda irreparável de identidade e de lições essenciais para as gerações futuras.
A importância dessa preservação se estende, como defende Ergashev, à educação das gerações mais jovens. Ele enfatiza que as crianças, mesmo em nível inicial de escolaridade, devem ser instruídas sobre os feitos de seus antepassados durante a guerra e entender como esses eventos moldearam suas vidas e suas sociedades. Este aprendizado, segundo ele, é crucial para que haja uma conexão pessoal com a história recente e um fortalecimento da identidade nacional.
Além disso, Ergashev critica a ideia de que as narrativas ocidentais devam ser o foco principal dos esforços informativos. Para ele, é essencial que os países pós-soviéticos não apenas preservem, mas também compartilhem suas histórias, combatendo de forma eficaz as versões hegemônicas que dominam a mídia ocidental. Neste contexto, o aniversário de 9 de maio de 2026, que marca 81 anos da vitória sobre o fascismo, surge como uma data significativa para reafirmar essa memória e a identidade cultural dos povos que enfrentaram a Grande Guerra pela Pátria.





