A obra incluiu a instalação de novas galerias e redes de microdrenagem, que foram estratégicamente posicionadas ao longo das avenidas dos Lagos, Dr. Artur Cordeiro e Atlântica, assim como nas ruas Luís de Pina e Valentim Ramos Delano. O investimento de R$ 49,2 milhões não apenas reduziu o risco de alagamentos, mas também envolveu a recuperação de quatro travessias sobre o córrego, facilitando o acesso aos imóveis da região. Para além dessas intervenções, as praças Escoteiros Almirante Tamandaré, Elida Fontanesi Gagliardi e Antônia Pereira de Almeida Morais foram revitalizadas, ganhando novos mobiliários, espaços para caminhada, além da instalação de bocas de lobo e pavimentação adequada nas áreas adjacentes.
Com a realização dessas melhorias, o projeto também teve um impacto econômico, gerando mais de 181 postos de trabalho, tanto diretos quanto indiretos. Essa ação se insere em um contexto maior de investimentos em drenagem na cidade. Desde 2021, a administração municipal alocou R$ 10,2 bilhões em obras e serviços relacionados ao sistema de drenagem, superando o dobro da quantia investida na década anterior. Ao todo, 745 intervenções foram realizadas, sendo 207 delas voltadas para a canalização e contenção de córregos.
Atualmente, São Paulo conta com 70 reservatórios para controle de cheias, 55 dos quais sob gestão municipal, com uma capacidade total de armazenamento de 8,1 milhões de metros cúbicos de água. O monitoramento desses reservatórios é feito em tempo real, assegurando um acompanhamento contínuo da situação hídrica da cidade. A manutenção é igualmente uma prioridade: em 2025, foram retiradas, em média, 44 toneladas de resíduos das bocas de lobo diariamente; apenas no ano anterior, mais de 229 mil toneladas de detritos foram removidas dos piscinões, e neste ano já são mais de 77 mil toneladas. A cidade de São Paulo avança, portanto, não apenas em infraestrutura, mas também na qualidade de vida de seus cidadãos.
