MEIO AMBIENTE! – Prefeitura de Feira Grande é Multada em R$ 50 Mil por Descarte Irregular de Entulhos em Área Sem Licença Ambiental

A Prefeitura de Feira Grande enfrentou uma multa substancial após ser flagrada realizando o descarte irregular de entulhos em uma área desprovida de licença ambiental, nesta quinta-feira (21). A ação foi identificada pela Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, que surpreendeu um caminhão municipal despejando resíduos sólidos em um local que, segundo peritos da equipe, apresenta características de um novo lixão emergente. Em razão do crime ambiental, o município recebeu uma multa de R$ 50 mil.

Rafael Helvis, coordenador da equipe da FPI, explicou que, ao ser confrontada, a administração municipal não conseguiu apresentar documentação comprobatória da regularidade do espaço utilizado para o descarte dos detritos. Essa falha não apenas resultou no auto de infração financeira mas também culminou com o embargo da obra pelo Instituto de Meio Ambiente (IMA).

O governo local agora enfrenta um ultimato para corrigir suas infrações ambientais. Foi dado o prazo de 10 dias para que toda a área seja limpa, com os entulhos e lixos sendo levados para locais apropriados, que possuam a devida estrutura para tratamento e descarte de resíduos, conforme estipulado pela legislação vigente. A proibição de lixões no Brasil, estabelecida desde a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos em 2010, torna tal regularização ainda mais imperativa.

Em uma sequência de fiscalizações, a FPI identificou ainda outra infração ambiental no mesmo município de Feira Grande: uma área que passou por extração ilegal de barro e cascalho. O material extraído, que serve principalmente à construção civil e à confecção de estradas, requer licenciamento ambiental adequado e um registro formal na Agência Nacional de Mineração (ANM), ressaltou Helvis.

A equipe de fiscalização, composta pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) e o Batalhão de Polícia Ambiental, pretende também verificar o Cadastro Nacional Rural para identificar o proprietário do terreno, a fim de tomar as devidas medidas legais.

Esses episódios acendem o alerta sobre a importância da conformidade ambiental e o rigor necessário no acompanhamento das atividades que impactam o meio ambiente, reiterando a necessidade de uma gestão pública responsável e consciente.

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