MEIO AMBIENTE! – Indústria Sucroalcooleira Alagoana Avança na Descarbonização e Expande Oportunidades de Negócios Sustentáveis no 1º Workshop de Mobilidade Verde

Alagoas está se destacando na busca por soluções sustentáveis através da descarbonização, especialmente no setor sucroalcooleiro. Este movimento não só contribui para a preservação do meio ambiente, como também abre portas para novos mercados e produtos. Essa temática de vital importância está em discussão no “1º Workshop Sucroalcooleiro de Alagoas para Descarbonização da Mobilidade”, realizado na Casa da Indústria Napoleão Barbosa.

A organização do evento é capitaneada pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), juntamente com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas (Sindaçúcar), recebendo também o apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). O presidente da Fiea, José Carlos Lyra de Andrade, destacou a importância de mapear projetos e oportunidades que promovam a descarbonização, principalmente no que tange à mobilidade urbana.

De acordo com Lyra, a indústria está cada vez mais focada em práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa), o que inclui a descarbonização, uso racional de energia e economia circular. Com essa perspectiva, o Senai Cimatec, um dos mais avançados institutos de tecnologia do Brasil, apresentou suas soluções para impulsionar Alagoas rumo a um futuro mais sustentável.

Pedro Robério, presidente do Sindaçúcar, destacou que Alagoas tem um grande potencial para avançar na descarbonização. A produção de etanol no estado pode se expandir para incluir biogás e hidrogênio, permitindo a entrada em mercados novos e mais valiosos. Esse potencial está sendo explorado durante o workshop, com a presença de representantes de diversas usinas da região.

Entre as apresentações, Silmar Baptista, gerente de Novos Negócios do Senai Cimatec, pontuou que o momento é propício para ideias inovadoras e projetos que visem não apenas o benefício das empresas, mas do estado e do país. Já Gerhard Ett, pesquisador do Senai Cimatec, frisou que o etanol é apenas o começo. A tecnologia permite melhorias significativas, como o uso de CO2 de processos de fermentação para a produção de querosene de aviação sustentável, com o Nordeste tendo potencial para se tornar um polo de produção.

A relevância da descarbonização foi ratificada por Yuri Pontes, presidente da Maceió Investe, que assegurou apoiar projetos emergentes. Ele destacou a sinergia entre a economia verde e azul com os objetivos institucionais da Maceió Investe, sublinhando as oportunidades de geração de riqueza sustentável. Esta visão ecoa a vanguarda pelo desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade, um passo crucial para o futuro de Alagoas.

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