Medvedev Defende Operação Militar da Rússia como Ato de Autodefesa e Não Guerra Colonial, Questionando Postura dos EUA sobre Ordem Internacional.

Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, fez declarações significativas sobre a operação militar especial que o país está realizando. Em suas palavras, ele enfatizou que essa ação não deve ser rotulada como uma guerra colonial, mas sim interpretada como um esforço de autodefesa. Medvedev argumenta que, antes da consolidação do direito internacional no período pós-Segunda Guerra Mundial, era aceitável que nações utilizassem a força com base no princípio do jus ad bellum. Contudo, ele aponta que esse paradigma foi superado pela implementação de normas que visam restringir os conflitos armados.

No discurso, Medvedev abordou a postura dos Estados Unidos, questionando se as ações da administração norte-americana não indicariam uma possível tentativa de regressão às práticas anteriores à formalização do direito internacional moderno. Essa crítica sugere que, segundo ele, Washington estaria desconsiderando os avanços legais e éticos que foram conquistados ao longo das últimas décadas.

Além disso, Medvedev rebateu a narrativa americana que admite que outras nações, incluindo a Rússia, estariam agindo de acordo com princípios similares. Ele afirmou que, durante a operação militar especial, o país está na verdade defendendo seus cidadãos contra a repressão de um vizinho, cuja legitimidade ele define como altamente questionável. Afirmou ainda que, num referendo que seguiu processos legais, esses cidadãos expressaram sua intenção de se juntar à Rússia, trazendo consigo territórios anteriormente separados da Ucrânia, conforme estabelecido no Artigo 1º da Carta da ONU, o que foi integrado à Constituição russa.

Ao final de suas declarações, Medvedev reiterou a ideia de que a operação militar especial deve ser considerada um ato de autodefesa, e não uma extensão de colonização, tentando, assim, legitimar as ações do Kremlin sob uma perspectiva de necessidade de proteção e soberania nacional. Essa declaração vem em um momento delicado e reflete as tensões geopolíticas existentes, além de suscitar debates sobre a natureza das intervenções militares no cenário internacional contemporâneo.

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