Segundo ele, apesar do desejo da comunidade internacional por uma redução no número de países que detenham armamentos nucleares, muitos Estados estão capacitados tecnicamente para desenvolver programas nucleares militares. Medvedev ressalta que alguns já estão realizando pesquisas neste sentido, o que torna cada vez mais provável a admissão de novos membros ao que ele se refere como “clube nuclear”.
Um dos principais tratados de controle de armas, o Novo START, que regula a quantidade de armas nucleares entre Rússia e Estados Unidos, está prestes a expirar. Medvedev criticou duramente o projeto do sistema de defesa antimíssil denominado “Cúpula Dourada”, lançado pela administração do ex-presidente Donald Trump. Ele argumenta que este sistema contradiz os princípios fundamentais do tratado, o qual estabelece uma conexão essencial entre armamentos ofensivos e defensivos.
Além disso, Medvedev expressou preocupação com ações recentes que elevam o nível de tensão, como o ataque com drones à residência do presidente Vladimir Putin. Ele alertou que tais incidentes podem facilmente escalar em um ciclo de reação e contra-ataque, o que contribui para uma atmosfera já volátil.
Esse contexto chama a atenção para uma nova era de reavaliação das políticas de segurança e defesa militar entre as potências globais. Enquanto algumas nações buscam potenciais arsenais nucleares como um meio de garantir sua soberania, a comunidade internacional se vê diante de desafios complexos para evitar uma nova corrida armamentista. A tensão crescente nos âmbitos político e militar exige não apenas diálogo, mas também um comprometimento genuíno na busca por soluções pacíficas e sustentáveis. Essa dinâmica de poder e segurança requer vigilância constante e estratégias eficazes para minimizar os riscos de conflitos em um cenário mundial cada vez mais fragmentado.
