Médico de Maradona se declara inocente e contesta laudos em tribunal sobre a morte do ex-jogador argentinо; júri discute responsabilidades penais.

No decorrer do julgamento que investiga as responsabilidades pela morte do lendário Diego Maradona, o médico Leopoldo Luque, que cuidou do ex-jogador, se declarou inocente nesta quinta-feira diante do Tribunal Oral Criminal nº 7, em San Isidro, Argentina. Luque é um dos sete réus envolvidos no caso e sua declaração ocorreu em um momento carregado de emoções, onde, ao iniciar seu depoimento, expressou seu pesar pela morte de Maradona, ocorrida em 25 de novembro de 2020.

Às 12h13, Luque, ao ser diretamente questionado pelo presidente do tribunal, Alberto Gaig, sobre sua disposição em depor, posicionou-se no centro da sala e reafirmou sua inocência: “Sou inocente, lamento muito sua morte”, declarou o neurocirurgião. Ele enfrenta acusações de homicídio simples com dolo eventual, que envolvem as circunstâncias da morte de Maradona.

Em sua fala, o médico destacou sua intenção de analisar criticamente os laudos técnicos que indicam a causa da morte do ex-atleta. Citou a autópsia, que apontou para uma insuficiência cardíaca crônica acompanhada de miocardiopatia dilatada, complicações que, segundo alguns laudos, teriam ocorrido em decorrência da falta de tratamento adequado.

Luque trouxe para a audiência documentos e estudos, tais como artigos da União Europeia de Cardiologia e literatura médica relacionada a condições cardíacas, evidenciando sua tentativa de fundamentar suas alegações. “Não venho aqui para expor minha opinião; venho para apresentar o que está documentado”, enfatizou, relatando seu objetivo de responder às alegações contra ele.

Em um ponto crucial de seu depoimento, o médico contestou diretamente a ideia de que Maradona tenha enfrentado um longo período de sofrimento antes de falecer. Ao afirmar que estava “completamente seguro” de que não houve agonia, Luque contrapunha-se ao parecer de uma junta médica que, em um relatório de 2021, concluiu que Maradona apresentava sinais claros de um estado agônico prolongado e que não recebeu monitoramento adequado nas horas que precederam sua morte.

O caso continua a se desenrolar, explorando as nuances que cercam a trágica perda de Maradona, uma figura icônica do futebol mundial, enquanto a justiça busca esclarecer as responsabilidades no contexto de sua morte.

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