Às 12h13, Luque, ao ser diretamente questionado pelo presidente do tribunal, Alberto Gaig, sobre sua disposição em depor, posicionou-se no centro da sala e reafirmou sua inocência: “Sou inocente, lamento muito sua morte”, declarou o neurocirurgião. Ele enfrenta acusações de homicídio simples com dolo eventual, que envolvem as circunstâncias da morte de Maradona.
Em sua fala, o médico destacou sua intenção de analisar criticamente os laudos técnicos que indicam a causa da morte do ex-atleta. Citou a autópsia, que apontou para uma insuficiência cardíaca crônica acompanhada de miocardiopatia dilatada, complicações que, segundo alguns laudos, teriam ocorrido em decorrência da falta de tratamento adequado.
Luque trouxe para a audiência documentos e estudos, tais como artigos da União Europeia de Cardiologia e literatura médica relacionada a condições cardíacas, evidenciando sua tentativa de fundamentar suas alegações. “Não venho aqui para expor minha opinião; venho para apresentar o que está documentado”, enfatizou, relatando seu objetivo de responder às alegações contra ele.
Em um ponto crucial de seu depoimento, o médico contestou diretamente a ideia de que Maradona tenha enfrentado um longo período de sofrimento antes de falecer. Ao afirmar que estava “completamente seguro” de que não houve agonia, Luque contrapunha-se ao parecer de uma junta médica que, em um relatório de 2021, concluiu que Maradona apresentava sinais claros de um estado agônico prolongado e que não recebeu monitoramento adequado nas horas que precederam sua morte.
O caso continua a se desenrolar, explorando as nuances que cercam a trágica perda de Maradona, uma figura icônica do futebol mundial, enquanto a justiça busca esclarecer as responsabilidades no contexto de sua morte.






