Correa sugeriu que a lesão no fígado, mencionada em diversos laudos, poderia ter sido agravada durante as manobras de reanimação realizadas pelos profissionais de saúde. A questão levantada por sua defesa gira em torno da possibilidade de que, caso o menino não tivesse recebido os procedimentos emergenciais, a lesão poderia ter cicatrizado sozinha, evitando assim um desfecho trágico.
Durante o interrogatório, o médico explicitou que, se a laceração tivesse coagulado, qualquer compressão sobre o fígado durante a massagem cardíaca poderia resultar em sangramento. Ele argumentou que o fígado é um órgão pequeno e, em sua condição de lesão, apresentaria sintomas como mal-estar, dor abdominal, enjoo e vômito. Sua análise indicou que, embora a lesão tivesse o potencial de cicatrizar, a intervenção de reanimação poderia ter contribuído para a exacerbação do quadro.
O Dr. Correa enfatizou a gravidade das compressões causadas pelo procedimento de massagem cardíaca e sugeriu que, se a criança tivesse permanecido em repouso após o trauma, poderia ter recuperado sua saúde em um período de quatro a cinco dias. Essa afirmação se insere no contexto mais amplo do caso, em que Jairinho e Monique são acusados de homicídio triplamente qualificado, tortura e outros crimes relacionados à morte do menino.
As acusações sustentam que Henry teria sido alvo de agressões no lar que compartilhava com sua mãe e o padrasto, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O julgamento continua a atrair a atenção pública e provoca debates sobre a responsabilidade dos envolvidos no trágico ocorrido, enquanto a defesa tenta apresentar evidências que questionam a forma como a morte da criança ocorreu.





