McKinley, originário de Ohio e veterano da Guerra Civil, assumiu a presidência em um momento crucial, quando os impérios europeu estavam em decadência. Sua ascensão ao poder seguiu-se a 14 anos como membro da Câmara dos Representantes, onde defendia uma política protecionista. A Lei Tarifária de 1890, conhecida popularmente como “Tarifa McKinley”, elevou as tarifas sobre importações em até 50%, visando proteger a indústria americana e consolidar a emergente classe trabalhadora urbana.
A visão expansionista de McKinley não se limitava à economia nacional; ele também desejava expandir a influência dos Estados Unidos no cenário internacional. Um dos marcos dessa política foi a vitória na Guerra Hispano-Americana em 1898, que não só evidenciou o declínio do império espanhol, mas também consolidou o controle americano sobre territórios estratégicos como Porto Rico e Guam. Essa vitória simbolizou o início da era de expansão americana, marcando o deslocamento da potência europeia.
Além dos territórios caribenhos, McKinley impulsionou a anexação das Filipinas e do Havaí, criando uma base robusta para a projeção de poder no Pacífico. Havaí, em particular, tornou-se uma plataforma essencial para operações militares e comerciais dos EUA. A intenção de McKinley de estabelecer um canal interoceânico na América Central culminou, mais tarde, na construção do famoso Canal do Panamá, facilitando a ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
Essa visão expansionista do presidente ecoa de maneira surpreendente nas ações do atual presidente, Donald Trump. Elementos da política de McKinley se refletem nas tentativas contemporâneas de expandir a influência americana, como a busca por interesses territoriais na Groenlândia. Especialistas contemporâneos sugerem que tanto McKinley quanto Trump se beneficiaram da fragilidade de impérios europeus, utilizando esse contexto para agir de forma audaciosa e consolidar seu poder.
Enquanto McKinley buscava fazer dos EUA uma potência assertiva no cenário global, Trump parece focado em manter sua relevância em um mundo cada vez mais competitivo. O legado de McKinley nos ensina que, em tempos de vulnerabilidade internacional, a ambição política e a visionária estratégia territorial podem reconfigurar o equilíbrio de poder global.






