MC Poze do Rodo é preso pela Polícia Federal em operação que investiga esquema de lavagem de mais de R$ 1,6 bilhão ligado ao crime organizado

Na manhã de quarta-feira, 15 de novembro, a Polícia Federal deu um golpe significativo no mundo do funk carioca ao prender o cantor MC Poze do Rodo e seu colega MC Ryan SP. A operação, batizada de Narco Fluxo, investiga um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão. A ação também busca desmantelar a estrutura que possibilita essas movimentações, incluindo o uso de criptoativos.

MC Poze, nascido na Favela do Rodo, em Santa Cruz, Rio de Janeiro, ganhou notoriedade a partir do final da década de 2010. Suas composições, que frequentemente abordam a vida nas comunidades, fizeram dele um dos ícones do funk, com milhares de reproduções nas plataformas digitais. Inicialmente envolvido com o tráfico de drogas na adolescência, ele passou a investir na carreira musical, mas a relação com o crime ainda ressoa em suas letras e nas controvérsias que o cercam.

A história de Poze não é isenta de polêmicas. Em 2019, um show em Sorriso, Mato Grosso, levou à sua prisão sob acusações de apologia ao crime, corrupção de menores e tráfico de drogas, ampliando sua visibilidade na mídia. Desde então, ele tem sido alvo constante de investigações, especialmente por realizar apresentações em áreas controladas por facções criminosas, levando as autoridades a monitorar de perto suas atividades.

Além de sua carreira musical, Poze se consagrou como uma figura da ostentação nas redes sociais, mostrando joias, carros de luxo e um estilo de vida exuberante. Recentemente, a polícia apreendeu uma coleção de peças de ouro e diamantes avaliadas em R$ 1,9 milhão, além de veículos de luxo ligados ao artista.

A Operação Narco Fluxo, que também tem como alvo o empresário de Ryan, o influenciador Chrys Dias, resultou em 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, abrangendo várias localidades do Brasil. A atuação do grupo violava diversas leis, com métodos que incluíam transporte de dinheiro em espécie e transações obscuras com ativos digitais.

Durante a operação, as autoridades apreenderam vários bens, como veículos, dinheiro e equipamentos eletrônicos que auxiliarão nas investigações. MC Poze e os outros detidos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A defesa do cantor, por sua vez, declarou desconhecer os detalhes do mandado de prisão e se comprometeu a apresentar, uma vez que tenha acesso aos autos, todas as informações pertinentes ao Judiciário para buscar a liberdade do artista.

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