MC Poze do Rodo é preso pela Polícia Federal em operação de lavagem de dinheiro de R$ 1,6 bilhão e chega ao presídio José Frederico Marques

Na tarde desta quarta-feira (15), Marlon Brendon Coelho Couto Silva, popularmente conhecido como MC Poze do Rodo, foi conduzido ao Presídio José Frederico Marques, localizado em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A prisão do cantor ocorre em meio a uma grande operação da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema complexo de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão.

O cantor, que possui um histórico controverso com a lei, foi detido durante a operação que visa desmantelar uma rede estrutural dedicada à ocultação de valores. As investigações revelam que o grupo utilizava empresas e transações com criptoativos para disfarçar a origem suspeita dos recursos. Além disso, as movimentações se estendiam tanto no território brasileiro quanto no exterior, com o transporte de quantias significativas em dinheiro vivo.

A operação mobilizou mais de 200 policiais federais, resultando na execução de 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em vários estados, incluindo São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo e Maranhão. As ordens judiciais foram emitidas pela 5ª Vara Federal de Santos, demonstrando a abrangência da investigação.

MC Poze do Rodo, que já possui um histórico de prisões, teve sua primeira detenção em 2019, durante uma apresentação, por apologia ao crime. Em 2024, o funkeiro voltou a ser alvo de investigação na Operação Rifa Limpa, da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, e em maio de 2025, foi preso sob suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas e apologia ao crime, associando-se a membros do Comando Vermelho, uma facção criminosa.

Além de MC Poze, outra figura do funk, MC Ryan SP, também foi detido na mesma operação. Ryan já havia enfrentado problemas jurídicos antes, incluindo um incidente em que foi flagrado realizando manobras perigosas com uma Lamborghini dentro de um estádio, culminando em uma fiança de R$ 1 milhão. O artista se envolveu em polêmicas, como um vídeo que supostamente mostrava uma agressão contra sua ex-namorada, além de diversas infrações relacionadas à direção imprudente.

As repercussões das prisões de ambos os artistas ressaltam questões mais amplas sobre a conexão entre a cultura do funk e atividades ilícitas, levando à discussão sobre responsabilidade e a influência de figuras públicas em comportamentos de risco entre seus seguidores. Com a continuação das investigações, novos desdobramentos devem surgir, fazendo com que a atenção do público e da mídia permaneçam voltadas para este intrigante desenvolvimento no cenário musical brasileiro.

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