MC Poze do Rodo é preso após sócio transferir R$ 337 mil a policial militar em esquema de lavagem de dinheiro, revela Polícia Federal

Um caso que chama atenção no universo do funk brasileiro e na luta contra a corrupção foi revelado durante a Operação Narco Fluxo, que resultou na prisão do artista MC Poze do Rodo. A investigação da Polícia Federal (PF) revelou que um sócio do cantor transferiu a quantia de R$ 337 mil para um policial militar do Rio de Janeiro. Este fato emergiu a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e gerou grandes repercussões na mídia.

O 3º sargento Rodrigo Armelau Damião é o policial mencionado como suspeito de receber o montante, supostamente oriundo de atividades ilícitas. Em resposta a questionamentos, Damião alegou desconhecimento sobre a investigação e justificou o valor recebido como pagamento pela venda de uma casa, sem fornecer maiores detalhes.

Além disso, foram detenções significativas no caso, incluindo Marlon Brendon Couto Coelho da Silva, conhecido como Poze, e seu sócio Ellyton Rodrigues Feitosa. Ambos estão sendo investigados pelo recebimento de dinheiro de casas de apostas e rifas ilegais, além de dissimularem lucros provenientes do tráfico internacional de drogas. A PF classifica Ellyton como um “gestor administrativo” responsável por dar legitimidade aos fluxos financeiros de Poze, servindo como uma “câmara de compensação interestadual”.

As transações financeiras obscuras não param por aí. O operador do funkeiro também teria recebido R$ 300 mil de uma empresa associada a MC Ryan SP, identificado como um dos líderes do esquema, além de R$ 400 mil provenientes de outro influenciador, Danielzinho Grau.

MC Ryan, preso na mesma operação, teria utilizado sua notoriedade nas redes sociais para integrar receitas legítimas com ganhos ilícitos provenientes de apostas. A investigação sugere que ele estabeleceu complexos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), utilizando sua influência para ocultar patrimônio através de “laranjas”, incluindo familiares. A PF enfatiza que Ryan, mesmo diante das acusações, pagava operadores de mídia para garantir uma imagem favorável nas redes, minimizando as crises associadas às investigações.

Após sua prisão, MC Poze foi transferido para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, onde sua detenção foi mantida pela Justiça. Sua defesa alega que o artista permaneceu em silêncio durante o depoimento e não teve acesso completo à investigação, reafirmando a legalidade de seus negócios e a integridade das transações financeiras realizadas. As repercussões dessas investigações seguem se desenrolando, à medida que as autoridades continuam a aprofundar a apuração dos fatos.

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