MAUS LENÇÓIS – Renan nega traição ao governo Lula após derrota de indicação ao STF – com Jornal Rede Repórter

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) negou, nesta quinta-feira (30), ter atuado contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A manifestação ocorre após a circulação de informações de que parlamentares do MDB e do PP teriam votado contra o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU). Em publicação, Renan classificou as especulações como “improcedentes” e “mentirosas”, afirmando que ele e outros senadores da legenda apoiaram a indicação.

“Trabalhamos e votamos em Jorge Messias. Derrotas devem ensinar e não gerar efeitos lisérgicos vindos do cavalo de Tróia dentro do governo”, declarou o senador.

A indicação de Messias foi rejeitada pelo Senado na noite de quarta-feira (29), com 34 votos favoráveis e 42 contrários. Para ser aprovado, o nome precisava de ao menos 41 votos, maioria absoluta entre os 81 senadores — ou seja, faltaram sete votos para a confirmação.

Nos bastidores, parlamentares apontaram que a derrota pode estar relacionada a articulações políticas envolvendo setores do centro e da oposição. Aliados do governo atribuíram parte do resultado à atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que teria influenciado votos contrários. A assessoria do senador, no entanto, nega qualquer interferência no processo.

Outro fator citado por congressistas é a proximidade de integrantes do MDB com o ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, que também era apontado como possível indicado à vaga no Supremo.

A indicação de Jorge Messias havia sido feita por Lula há mais de cinco meses e enfrentava resistências tanto da oposição quanto de setores do próprio Senado. Horas antes da votação em plenário, o nome do advogado já havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas sob clima de incerteza entre governistas quanto ao desfecho final.

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