Durante escavações, os arqueólogos identificaram a máscara em uma parte da caverna que estava dificultada por escombros, preservando-a em condição quase intacta, sem avarias significativas. O objeto é oco, possuindo um pequeno orifício em seu topo, sugerindo que poderia ter sido pendurado em alguma parede, possivelmente como parte de rituais associados a celebrações ou cultos.
Histórias da caverna Crno Jezero revelam seu uso em diferentes períodos históricos. No segundo milênio a.C., durante a Idade do Bronze, a caverna serviu como habitação. Posteriormente, entre 1012 e 481 a.C., ela foi utilizada como um cemitério. Mais tarde, durante o final do século IV até o primeiro século a.C., o local se transformou em um santuário ilírico, onde, além da máscara grega, foram encontrados outros artefatos, como vasos e ânforas, evidenciando a convergência cultural entre o povo ilírio e a influência grega.
Após cuidadosa análise, os pesquisadores levantaram a hipótese de que o santuário pode estar vinculado ao culto de Dionísio, a divindade grega do vinho e da festa, ou a alguma divindade ilírica rituais, que assimilou elementos da cultura grega. Essa incerteza em torno da atribuição exata do artefato é precisamente o seu valor histórico, servindo como um elo entre culturas distintas.
A descoberta não apenas ilumina a história da caverna e suas múltiplas funções ao longo dos séculos, mas também oferece uma janela para o momento em que as práticas e representações artísticas gregas começaram a penetrar nas tradições da Ilíria. A máscara de Crno Jezero simboliza, assim, uma rica interseção de culturas e a complexidade dos rituais que transcenderam o tempo.





