As comunicações entre Frias e Vorcaro foram expostas em uma investigação que sugere uma relação mais íntima do que era publicamente reconhecido. Na mensagem, Frias afirma: “Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país.” Seus elogios ao filme reforçam a ideia de que ele visualizará um impacto emocional significativo na audiência. A conversa posterior entre eles enfatiza a determinação de Frias em garantir a relevância do filme, que ele considera um “grande milagre”.
O deputado, que figura como produtor-executivo do filme ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, já havia sinalizado que não houve investimento por parte de Vorcaro. Contudo, trocas de mensagens adicionais revelam revisões a essa narrativa. Em uma conversa mais adiante, Vorcaro mencionou estar em uma ligação e logo se comprometeu a falar com Frias novamente. Além disso, Frias enviou capturas de tela revelando discussões sobre o ator Jim Caviezel, que desempenha o papel de Bolsonaro, propondo que o roteiro fosse lido.
A controvérsia se adensa, pois a versão apresentada por Flávio Bolsonaro, que sugere um contrato existente com Vorcaro que envolvia aproximadamente R$ 61 milhões, entra em conflito com a alegação de que não houve investimento. Apesar das declarações de que os fundos eram de origem privada, investigações recentes apontam que recursos públicos foram, de fato, canalizados para o Banco Master.
A situação não apenas desafia a credibilidade dos envolvidos, mas também lança uma sombra sobre a campanha e a produção do filme, levantando questões sobre a transparência e as possíveis implicações éticas da combinação de política e financiamento artístico. As revelações contínuas têm o potencial de alimentar debates sobre investimentos públicos em projetos de natureza privada, especialmente em um contexto político tão polarizado.





