Marinha dos EUA Dobrar o Ritmo de Construção e Adquirir Três Submarinos Nucleares Anuais até 2031 com Orçamento de US$ 124,9 Bilhões.

A Marinha dos Estados Unidos planeja um aumento significativo na sua capacidade de construção de submarinos nucleares, estabelecendo uma meta de adquirir ao menos três desses veículos por ano. Essa estratégia, que visa dobrar o ritmo atual de construção, foi revelada em um plano anual de construção naval da força, que delineia as intenções para o período fiscal de 2027 a 2031.

De acordo com documentos oficiais, a nova meta inclui a produção de um submarino nuclear de mísseis balísticos da classe Columbia e dois submarinos da classe Virginia anualmente. Essa mudança representa um esforço claro para modernizar e expandir a frota submarina dos EUA em tempos onde a segurança marítima se torna cada vez mais competitiva. O orçamento previsto para essa empreitada é bastante substancial, com um valor total de US$ 124,9 bilhões (cerca de R$ 632,5 bilhões). Deste montante, estão alocados US$ 62 bilhões (mais de R$ 313,4 bilhões) exclusivamente para a construção de cinco submarinos da classe Columbia, enquanto o restante será distribuído para a produção de dez submarinos da classe Virginia.

Além dessa significativa injeção de recursos, a Marinha dos EUA também destinará US$ 6,2 bilhões (aproximadamente R$ 31,34 bilhões) ao desenvolvimento da indústria naval, uma medida que visa não apenas reforçar a frota, mas também impulsionar a capacidade produtiva do setor marítimo do país.

Historicamente, a construção de submarinos nos estaleiros norte-americanos tem enfrentado desafios. Nos últimos dez anos, a média de entrega foi de apenas 1,4 submarinos de ataque por ano. Importante destacar que, para 2024, a Marinha já previu atrasos de dois a três anos na entrega dos submarinos da classe Virginia, o que ressalta a necessidade urgente de melhorar os processos de construção e atender à crescente demanda por essa importante categoria de embarcações de combate.

Com esse novo programa, os EUA demonstram uma clara intenção de reforçar sua presença e capacidade de defesa nas águas internacionais, em um contexto global em que desafios e ameaças se multiplicam. A expectativa é que esse investimento não somente modernize a frota existente, mas também fortaleça a posição estratégica dos Estados Unidos em cenários de crescente complexidade geopolítica.

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