De acordo com documentos oficiais, a nova meta inclui a produção de um submarino nuclear de mísseis balísticos da classe Columbia e dois submarinos da classe Virginia anualmente. Essa mudança representa um esforço claro para modernizar e expandir a frota submarina dos EUA em tempos onde a segurança marítima se torna cada vez mais competitiva. O orçamento previsto para essa empreitada é bastante substancial, com um valor total de US$ 124,9 bilhões (cerca de R$ 632,5 bilhões). Deste montante, estão alocados US$ 62 bilhões (mais de R$ 313,4 bilhões) exclusivamente para a construção de cinco submarinos da classe Columbia, enquanto o restante será distribuído para a produção de dez submarinos da classe Virginia.
Além dessa significativa injeção de recursos, a Marinha dos EUA também destinará US$ 6,2 bilhões (aproximadamente R$ 31,34 bilhões) ao desenvolvimento da indústria naval, uma medida que visa não apenas reforçar a frota, mas também impulsionar a capacidade produtiva do setor marítimo do país.
Historicamente, a construção de submarinos nos estaleiros norte-americanos tem enfrentado desafios. Nos últimos dez anos, a média de entrega foi de apenas 1,4 submarinos de ataque por ano. Importante destacar que, para 2024, a Marinha já previu atrasos de dois a três anos na entrega dos submarinos da classe Virginia, o que ressalta a necessidade urgente de melhorar os processos de construção e atender à crescente demanda por essa importante categoria de embarcações de combate.
Com esse novo programa, os EUA demonstram uma clara intenção de reforçar sua presença e capacidade de defesa nas águas internacionais, em um contexto global em que desafios e ameaças se multiplicam. A expectativa é que esse investimento não somente modernize a frota existente, mas também fortaleça a posição estratégica dos Estados Unidos em cenários de crescente complexidade geopolítica.
