A base flutuante Kurdistan é descrita como uma “cidade na água”. Sua função vai além da simples operação militar; a Kurdistan foi projetada para apoiar uma ampla variação de missões, incluindo operações de socorro e resgate. Esta nova estrutura pode acomodar helicópteros pesados e se destaca pela sua capacidade de sustentar três destróieres durante missões prolongadas de até três anos, eliminando a necessidade de atracagem para reabastecimento.
A importância desta adição à Marinha do Irã é particularmente significativa no contexto geopolítico atual do Oriente Médio. A região é marcada por tensões persistentes, e a capacidade de o Irã manter operações navais autônomas é vista como uma estratégia fundamental para consolidar sua influência no golfo Pérsico e nas águas adjacentes.
O destróier Sahand, apresentado simultaneamente à Kurdistan, também representa uma evolução nas capacidades navais do país, reforçando a sua presença marítima e a sua capacidade de defesa. Essa apresentação ocorre em um momento em que a Marinha iraniana busca modernizar e expandir sua frota para melhor enfrentar os desafios regionais e globais.
A construção e a implementação de uma base flutuante como a Kurdistan não apenas ressaltam os avanços tecnológicos do Irã no setor naval, mas também sinalizam uma intenção clara de fortalecer sua autonomia militar e operacional no mar. Essa estratégia reflete a busca do Irã por maior resiliência em um ambiente geopolítico repleto de adversidades, e certamente terá repercussões nas relações de poder na região.
