Durante seu período de operação, que se estendeu até o dia 21 de julho, a unidade de saúde registrou um total de 2.695 atendimentos. A maior parte dos casos atendidos foi relacionada à clínica geral, contabilizando 1.764 registros, muitos dos quais envolviam problemas como desidratação e pressão arterial elevada. Além disso, a equipe de saúde lidou com 356 atendimentos na área de ortopedia e traumatologia, focando em condições como dores articulares e musculares. Outras áreas atendidas incluíram pediatria, com 303 atendimentos, e 257 consultas de apoio psicossocial, importantes para lidar com os efeitos emocionais do desastre.
A Marinha do Brasil enviou uma equipe composta por 102 militares e diversos equipamentos essenciais, que foram transportados de volta ao Brasil através da Força Aérea Brasileira (FAB). A utilização de um hospital de campanha exemplifica a agilidade e o comprometimento das forças armadas brasileiras em situações de crise, visando aliviar a dor e o sofrimento das populações impactadas.
Cerca de um mês após a catástrofe, o governo venezuelano indicou que mais de 23 mil pessoas ainda habitam abrigos temporários, uma leve redução em relação ao número anterior, que era de 23.820, atribuída à entrega de 200 novas moradias para as famílias afetadas. A destruição causada pelos tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 em áreas como La Guaira e Caracas exige uma resposta não só nacional, mas internacional, com várias nações, incluindo Brasil e China, enviando ajuda humanitária e equipes de resgate.
Esse esforço coletivo ressalta a necessidade de solidariedade e apoio mútuo entre nações em tempos de calamidade, destacando a importância de uma resposta humanitária eficaz diante de desastres naturais. A situação na Venezuela continua a ser monitorada, com esperança de que medidas mais permanentes possam ser implementadas para ajudar os sobreviventes a recomeçarem suas vidas.
