A condecoração é um reconhecimento à extensa trajetória de mais de 30 anos de Marina na luta pela proteção do meio ambiente, em defesa dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, além de sua notável contribuição no combate às mudanças climáticas. Durante seu discurso, a ex-ministra ressaltou que a honraria deve ser vista como um tributo aos esforços coletivos empreendidos pelo Brasil, especialmente sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo se dedicou a realizar uma reestruturação significativa na política ambiental e climática do país.
“Os resultados alcançados nesse período pertencem ao povo brasileiro e às instituições do Estado”, declarou Marina, enfatizando a importância do trabalho colaborativo na construção de políticas sustentáveis. A deputada é uma figura central no debate ambiental, tendo sido uma das pioneiras na introdução de pautas que visam resgatar a importância da preservação dos recursos naturais e o respeito às culturas indígenas.
A Ordem Nacional da Legião de Honra foi instaurada por Napoleão Bonaparte em 1802 e tem como missão homenagear indivíduos que se destacam por sua coragem, talento e realização excepcional no serviço à França. Ao longo de mais de dois séculos, o prêmio foi concedido a diversas figuras notáveis, incluindo cientistas como Louis Pasteur e Marie Curie.
Entre os brasileiros que receberam essa honraria estão presidentes como Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, além de renomados artistas e intelectuais, como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer e Paulo Coelho. A concessão da Legião de Honra a Marina Silva é, portanto, mais do que uma distinção pessoal; é uma celebração de um comprometimento contínuo com a causa ambiental e uma reafirmação do papel do Brasil na cena internacional em questões climáticas.
