Marido de Thawanna da Silva Salmázio Presta Depoimento Após Morte Durante Abordagem Policial
O marido de Thawanna da Silva Salmázio, a mulher que perdeu a vida em uma abordagem policial em São Paulo, prestará depoimento nesta sexta-feira (10) no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, localizado no Palácio da Polícia, na capital paulista. A informação foi confirmada por familiares do marido, Luciano Gonçalves dos Santos.
A tragédia ocorreu na madrugada do dia 3 de abril, quando Thawanna, de 31 anos, e Luciano caminhavam pela rua em Cidade Tiradentes, uma das regiões mais periféricas da zona leste da cidade. Durante a abordagem da policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, um incidente aparentemente trivial resultou em um disparo que vitimou Thawanna. A mulher foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
Relatos indicam que Luciano está apreensivo em relação a possíveis retaliações por parte da polícia. Vídeos de câmeras corporais capturaram o momento em que a viatura dos policiais colidiu com o braço de Luciano, provocando um embate verbal em que o motorista, soldado Weden Silva Soares, questionou a presença do casal na rua de maneira agressiva. Thawanna interveio, argumentando que foram os policiais quem provocaram o acidente.
Após a troca de insultos, Yasmin saiu do veículo e começou a discutir com Thawanna, situação que culminou com um disparo. Testemunhas relatam que o som do tiro foi seguido pelo colapso da mulher no chão, gerando um clima de tensão e desespero.
O Ministério Público de São Paulo assumiu a investigação do caso, que envolve um inquérito conjunto da Polícia Civil e da Polícia Militar. A policial envolvida foi afastada de suas funções e sua arma foi recolhida. O caso ganhou notoriedade não apenas pela tragédia em si, mas também pela crescente insatisfação da comunidade local em relação ao tratamento recebido pela polícia.
Na mesma semana da morte de Thawanna, moradores de Cidade Tiradentes organizaram um protesto em frente ao local do crime, onde houve confrontos com a polícia, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Embora a PM tenha relatado que não houve feridos ou detenções, a situação continua a gerar ondas de indignação e clamor por justiça entre os cidadãos da região. A luta por respostas e a busca por mudanças nos procedimentos de abordagem policial tornaram-se prioritárias para a comunidade, que anseia por um tratamento mais humano e respeitoso por parte das autoridades.






