“É uma emoção indescritível”, confessou, refletindo sobre como a “barriga se transformou em músico”. A artista admitiu que o sentimento de vê-lo tocar vai além do esperado, mencionando momentos em que gostaria de apertar as bochechas de Antonio durante as performances. No entanto, a euforia dos arranjos musicais a impede de pedir pausas, revelando assim um lado divertido e protetor de sua maternidade.
Outro ponto abordado na conversa foi o legado deixado por sua icônica mãe, Elis Regina. Maria Rita, diante da responsabilidade de carregar esse patrimônio familiar, procura transmitir aos filhos a importância e a grandiosidade do trabalho da avó, sem transformá-lo em um fardo. “É um legado bonito, de orgulho e identidade”, enfatizou. Ela ressalta que, como mãe, busca preparar Antonio para os desafios do mundo da música, lembrando-o de que é filho de uma artista renomada e neto de outra grande figura do cenário musical.
Interrogada sobre como a ausência de Elis influenciou sua própria maternidade, Maria Rita comentou que sempre se sentiu desprotegida, guiando-se apenas pelo instinto. Ela desabafou sobre a dor de não ouvir as gravações de sua mãe, um sentimento que descreveu como “traumático”. A artista revelou que essa dor é um reflexo de um estresse pós-traumático resultante da perda precoce de Elis, uma experiência que a marcou profundamente na infância.
Com uma trajetória emocional tão rica, Maria Rita continua a navegar pela linha tênue entre a música, a maternidade e o legado que lhe foi deixado. Em sua nova fase como artista e mãe, ela se mostra determinada a construir um futuro brilhante para Antonio e sua filha, Alice, equilibrando as memórias do passado com as esperanças do presente.
