No início do vídeo, a atriz confessou que até então nunca havia sentido a necessidade de discutir publicamente sua condição. “Eu sou PCD. Sempre enxerguei o mundo a partir das limitações que essa condição me impôs”, relatou. Para Maria, essa experiência de vida a fez focar muito mais no que lhe faltava do que no que realmente possuía. Essa perspectiva foi transformada pela experiência de assistir ao espetáculo “Meu corpo está aqui”, uma peça que gerou reflexões profundas sobre a aceitação do próprio corpo e das imperfeições inerentes a ele.
Ela destacou a reflexão que a peça proporcionou, levando-a a questionar o conceito de perfeição que muitas vezes a sociedade impõe. “Saí de lá pensando no significado de aprender a habitar o próprio corpo”, disse, enfatizando que perceber sua condição não como um erro a ser corrigido, mas como parte integral de sua identidade, foi libertador. Para Maria Eduarda, seu corpo — em toda a sua complexidade — é a janela pela qual ela vê e interpreta o mundo.
A atriz concluiu seu depoimento reavaliando a forma como sua deficiência moldou sua trajetória artística. “Hoje, acredito que essa singularidade me proporcionou uma maneira especial de perceber a vida e, sem essa condição, talvez eu nem tivesse seguido a carreira artística”, refletiu com uma dose de gratidão por tudo o que viveu. Essa narrativa não apenas destaca a importância da diversidade e da inclusão, mas também inspira outras pessoas a abraçar suas diferenças e viver plenamente com elas.
