Margareth Menezes Defende Economia Criativa como Pilar para Desenvolvimento Sustentável em Seminário no Rio de Janeiro e Aponta Necessidade de Acesso a Crédito.

Fortalecimento da Economia Criativa como Pilar do Desenvolvimento Nacional

No recente Seminário Internacional Caminhos para Fomento e Financiamento em Economia Criativa, realizado no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, enfatizou a importância da economia criativa como um elemento crucial para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Durante sua fala, a ministra argumentou que o fortalecimento desse setor é essencial para promover a geração de emprego, renda e inovação, impulsionando a diversidade cultural do país.

Menezes destacou que a reconstrução das políticas culturais brasileiras deve estar baseada na ampliação do acesso a crédito e financiamento, permitindo que empreendedores e coletivos culturais possam prosperar. A ministra refutou a ideia de que o investimento em cultura é um gasto secundário, lembrando o recente esvaziamento das pastas culturais e a necessidade de resgatar a relevância deste setor. “Investir em cultura é potente, gera resultados rápidos e reflexos em sociabilidade”, afirmou, sugerindo uma colaboração mais próxima com instituições financeiras como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa Econômica Federal.

O seminário não apenas reuniu especialistas de países como Argentina, Chile e Canadá, mas também incluiu representantes de instituições tanto nacionais quanto internacionais, discutindo novas abordagens para o fomento cultural além dos tradicionais modelos de editais e leis de incentivo fiscal, que, segundo Margareth, não são mais suficientes para atender às demandas atuais.

A Ministra também destacou a reativação da Secretaria de Economia Criativa como um passo fundamental para acender a dimensão econômica do setor. Ela defendeu que a valorização da cultura deve ser mais do que simbólica; deve ter foco no potencial real de geração de receita. Além disso, Menezes fez um apelo para que o setor cultural receba o respeito e reconhecimento que merece, enfatizando a natureza coletiva da produção artística e a rica cadeia técnica envolvida.

Além do enfoque interno, Margareth comemorou a nova inserção do Brasil no cenário global, propiciada por acordos comerciais com blocos como o Mercosul e a União Europeia. Essas alianças têm o potencial de expandir o alcance da cultura brasileira internacionalmente.

A secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão, corroborou a necessidade de um ecossistema financeiro adaptado às especificidades do mercado cultural e enfatizou que o setor precisa avançar além do “editalismo”. Complementando, o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Thiago Rocha, alertou para os desafios impostos pela Reforma Tributária, que exige uma cuidadosa articulação na formatação dos incentivos.

Em suma, as palavras e ações da Ministra Margareth Menezes no seminário reafirmam um compromisso coletivo com o fortalecimento da economia criativa, essencial para que o Brasil alcance um desenvolvimento pleno, sustentável e inclusivo.

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