Marcha para Jesus atrai multidão no Rio, mas ausência de Flávio Bolsonaro gera debates sobre futuro político da direita em 2026

Multidão marca a Marcha para Jesus no Rio de Janeiro, com ausências que geram debates sobre a direita em 2026

O Rio de Janeiro foi palco da 19ª edição da Marcha para Jesus, que atraiu milhares de fiéis ao Centro da cidade no último sábado, dia 23. O evento, que combina caminhada pelas ruas e uma extensa programação gospel na Praça da Apoteose, foi um marco de confraternização religiosa, mas também trouxe à tona questões intrigantes sobre o futuro político da direita brasileira, especialmente em relação à pré-campanha à Presidência da República.

Um dos pontos mais comentados do evento foi a ausência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), uma figura esperada por muitos no encontro religioso. Sua decisão de não participar gerou especulações nas esferas políticas, especialmente após a recente divulgação de uma pesquisa do Datafolha, que indicou um recuo significativo em sua popularidade em um potencial segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tal pesquisa coincide com a crescente atenção que Flávio tem recebido devido à sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, em meio a negociações sobre o financiamento de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Embora sua ausência tivesse gerado reações, o deputado federal Sóstenes Cavalcante, uma das principais vozes da oposição no Congresso, tentou mitigar a situação. Segundo ele, Flávio estava ocupado com os preparativos para um encontro com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ele me comunicou que não poderia vir por conta dessa viagem, mas está comprometido em comparecer à Marcha de São Paulo”, explicou. Sóstenes também expressou otimismo com os resultados da pesquisa, afirmando que o impacto nas intenções de voto estava dentro da margem de erro e que tudo deve se estabilizar em breve.

A assessoria do senador também se manifestou, afirmando que ele permaneceria em Brasília para conversas familiares e não participaria de eventos públicos durante aquele fim de semana, sem mencionar especificamente a Marcha.

Estando presente no evento, o pastor Silas Malafaia, uma figura influente entre os evangélicos, comentou sobre o cenário político atual, mas preferiu não declarar apoio imediato a Flávio ou a outros candidatos do setor conservador. “Estou avaliando tudo que está acontecendo para me pronunciar no momento certo”, declarou Malafaia, ressaltando sua posição neutra em relação a partidos.

Com expectativa de reunir cerca de 300 mil pessoas, a Marcha para Jesus teve seu ponto de encontro na Avenida Presidente Vargas, culminando em mais de oito horas de apresentações na Praça da Apoteose, consolidando-se como um importante espaço de encontro e reflexão para a comunidade evangélica e suas implicações políticas.

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