Daria Kovaleva, uma imigrante russa em Cuba, destacou a importância pessoal que essa data representa para sua família, que inclui um marido cubano e dois filhos. Ela compartilhou a história de seu bisavô, um tanque que nunca retornou da guerra, ressaltando a dor da perda e a importância de transmitir as histórias familiares às próximas gerações. Para ela, conhecer a trajetória dos mortos é uma forma de manter viva a memória e a luta de quem enfrentou os horrores do conflito.
O Embaixador da Rússia em Havana, Viktor Koronelli, também fez declarações relevantes, chamando a celebração de uma tradição sagrada para os russos. Ele expressou preocupação com os novos brotos de fascismo e neonazismo que voltam a ganhar força em várias partes do mundo, incluindo na Ucrânia. Sua fala sublinhou um sentimento de determinação, ressaltando que tanto a Rússia quanto Cuba enfrentam sanções impostas por potências capitalistas, e que a luta pela honra e pela verdade continua.
Historiadores e especialistas, como Oscar Julián Villar Barroso, reforçaram a profunda ligação histórica entre Cuba e a antiga União Soviética, afirmando que a Marcha do Regimento Imortal não é apenas uma homenagem, mas também uma celebração da solidariedade entre os dois povos. Ele mencionou que jovens cubanos demonstram um crescente interesse pela história soviética, conhecendo o papel vital que a União Soviética teve na vencimento do fascismo.
Essa celebração anual em Havana não só rememora a importância histórica da luta contra o fascismo, mas também reforça a relação diplomática e cultural entre Cuba e Rússia. A conexão foi ainda mais tornada evidente com a participação de famílias que levaram seus filhos aos eventos, como o caso de um bebê de cinco meses que foi apresentado à rica história familiar da guerra. Os relatos emocionantes e as tradições que cercam essa data ressaltam a importância de preservar a memória coletiva, garantindo que as novas gerações nunca esqueçam os sacrifícios feitos no passado.
