Bradesco e o Novo Comando da Confederação Nacional das Instituições Financeiras
Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, assumiu recentemente a presidência do Conselho de Representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), sucedendo Mario Leão, atual CEO do Santander Brasil. A transição de liderança é relevante, considerando que Leão estava à frente do conselho durante os últimos três anos e agora se prepara para deixar o banco. O novo mandato de Noronha teve início em 1º de abril e se estenderá até 31 de março de 2029.
Em sua primeira declaração como presidente do conselho, Noronha expressou o compromisso de dar continuidade ao trabalho realizado por Leão, enfatizando a importância de unir as instituições associadas para fortalecer o sistema financeiro nacional e o mercado de capitais. “Os interesses que representamos são abrangentes e compostos de várias dimensões que se complementam”, destacou o executivo, ressaltando a necessidade de colaboração entre os diversos setores financeiros.
Além disso, Noronha mencionou a intenção de modernizar a estrutura da confederação, tornando-a mais conectada com as entidades que representa e com os órgãos governamentais. A ideia é que a Fin se torne uma organização ainda mais dinâmica e eficiente, cumprindo um papel central no desenvolvimento do setor financeiro e, consequentemente, na economia do país.
A Fin, por sua vez, agrupa uma série de associações de relevância no ecossistema financeiro, incluindo a Febraban, ABBC, e Anbima, entre outras. Cristiane Coelho, que assumiu a presidência da confederação em novembro de 2025, após a saída de Rodrigo Maia, busca consolidadas parcerias para fortalecer a atuação da entidade.
Entre as iniciativas destacadas pela Fin, está a implementação do “Selo de Prevenção a Fraudes”, criado em 2024, que certifica instituições como bancos, fintechs e cooperativas que adotam medidas eficazes contra fraudes. Na última edição, 22 instituições receberam a certificação, evidenciando a importância desse selo no combate a práticas fraudulentas.
Outro aspecto relevante é o trabalho ativo da Fin em torno do conceito de “split payment”, uma inovação que faz parte da reforma tributária em discussão no país. A confederação se posiciona como uma ponte de diálogo entre os setores público e privado, buscando garantir um futuro próspero e seguro para o sistema financeiro brasileiro. Com o novo comando, espera-se que a entidade se torne uma força ainda mais proeminente na evolução do mercado.





