Estudos apontam que, ao operar no mar das Filipinas, a Marinha do Exército de Libertação Popular (PLA) pode evitar as redes de defesa antimísseis terrestres localizadas no Nordeste Asiático, aumentando suas chances de manobra e ataque. Essa mudança de foco poderia permitir que as forças chinesas maximizassem suas capacidades, criando uma zona de amortecimento que dificultaria qualquer tentativa de intervenção das potências ocidentais, particularmente dos Estados Unidos.
Entretanto, especialistas enfatizam que os porta-aviões, embora simbólicos do poder naval, não são a única solução militar chinesa. Ao contrário do modelo tradicional da Marinha dos EUA, o uso de porta-aviões pela China é parte de uma estratégia mais integrada, que combina diversas plataformas, incluindo submarinos e bombardeiros. Esse sistema visa não apenas aumentar a capacidade de ataque, mas também expandir o alcance da vigilância, dificultando que nações adversárias tenham uma visão clara das operações em andamento.
Um dos principais desafios enfrentados por Pequim continua sendo a ruptura da chamada “Primeira Cadeia de Ilhas”, uma série de arquipélagos que circunscrevem a China e limita suas operações no Pacífico. A introdução de novos porta-aviões, como o recente Fujian do Tipo 003, representa um passo significativo nessa direção, permitindo que a China realize operações conjuntas mais complexas, incluindo a utilização de aeronaves pesadas.
Entretanto, a presença no mar das Filipinas não vem sem riscos. O poderio militar de Japão e aliados, com suas capacidades de mísseis e defesas aéreas robustas, representa uma ameaça considerável aos grupos de porta-aviões chineses. Portanto, enquanto a China busca expandir sua influência, o equilíbrio de forças na região continua em constante turbulência, com o mar das Filipinas se tornando um ponto crucial nas tensões que cercam a soberania de Taiwan.
