A organização da manifestação havia sido formalmente comunicada à Prefeitura de São Paulo e à Polícia Militar em 2024, com um pedido para reservar a principal artéria da capital das 11h às 17h, incluindo uma pausa de meia hora para o almoço. Essa autorização, concedida pelo prefeito Ricardo Nunes, gerou frustração entre os movimentos de esquerda, que historicamente ocupam a avenida durante essa data para seus protestos e reivindicações.
À medida que o ato se desenrolava, por volta das 13h, alguns pedestres começaram a expressar descontentamento em relação aos manifestantes. Gritos de “sem anistia” ecoaram entre os transeuntes, acompanhados de xingamentos e provocações. A tensão aumentou quando Érica Borges, de 19 anos, se envolveu em uma discussão acalorada com os integrantes do grupo. Em um incidente mais grave, uma mulher não identificada foi empurrada por manifestantes e, ao cair no chão, sofreu um ferimento na orelha, afirmando que registraria um boletim de ocorrência sobre a agressão.
No palco de onde os organizadores transmitiam suas mensagens, um trio elétrico exibia bonecos do ex-presidente Bolsonaro e de um “Tio Sam”, ícone da cultura americana. Surpreendentemente, o personagem estava vestido em um traje que mesclava as bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil, simbolizando uma tentativa de conexão entre as duas nações em um contexto de protesto. O evento, inicialmente planejado como uma grande demonstração, resultou em um clima de divisão e descontentamento, tanto entre os manifestantes quanto entre os cidadãos que transitavam pela icônica avenida.







