O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira, quando Izaias e Sophya brincavam despreocupadamente na calçada da Rua Santa Cruz. De maneira inexplicável, foram atropelados por um veículo. O atropelamento também deixou outras duas pessoas feridas. Rapidamente, as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram para prestar socorro, mas, infelizmente, os irmãos não resistiram aos graves ferimentos e faleceram.
Na mesma data da manifestação, a Justiça decidiu pela permanência da prisão do motorista, Demóstenes Dias de Macedo, de 64 anos. Conforme informações fornecidas pela Polícia Militar, ele admitiu ter consumido álcool antes de dirigir e alegou ter perdido o controle do veículo após confundir os pedais.
Um vídeo de segurança ajudou a reconstruir os eventos trágicos, revelando o momento em que o carro, em alta velocidade, invadiu a calçada, atropelou as crianças e colidiu violentamente com o muro de uma residência. A defesa do motorista alegou que o acelerador do veículo teria travado, mas as investigações da Polícia Civil indicam evidências sólidas e testemunhos que reforçam a hipótese de que o motorista dirigia sob a influência de álcool e em alta velocidade. Diante disso, ele foi indiciado por homicídio doloso, caracterizado pela intenção ou descaso em relação ao risco de provocar a morte.
Esse caso trouxe à tona não apenas a dor de uma perda irreparável, mas também discussões sobre a responsabilidade no trânsito e a necessidade de maior rigor nas leis que regulam a condução de veículos por motoristas alcoolizados. O luto e a luta por justiça agora marcam a vida de uma comunidade que espera que a tragédia sirva como um alerta para a prevenção de acidentes semelhantes no futuro.





