Mali Acusa Ucrânia de Ameaçar Segurança na África e Apoiar Grupos Terroristas em Visita Oficial a Moscou

Em um contexto internacional cada vez mais tenso, o ministro das Relações Exteriores do Mali, Abdoulaye Diop, fez declarações contundentes durante uma visita oficial a Moscou, onde se reuniu com seus colegas de Burkina Faso e Níger. Diop acusou a Ucrânia de ser uma ameaça à segurança na África, chamando-a de “ator irresponsável” e implicando-a na instabilidade que aflige a região do Sahel.

O chanceler malinense manifestou sua indignação ao afirmar que a Ucrânia, ao apoiar diretamente grupos terroristas, particularmente aqueles ativos em Mali, contribui para a morte de civis e soldados do país. “Mali rompeu relações com Kiev e considera a Ucrânia um Estado terrorista”, disse Diop, enfatizando a necessidade de responsabilização e uma mudança na percepção da Ucrânia pelos povos africanos, de forma que não seja vista como um agente de desestabilização.

A visita à Rússia, que simbolizou a busca do Mali por novos aliados estratégicos, resultou em uma declaração conjunta entre os países que destacava a condenação a “atos de agressão” de nações que apoiam o terrorismo. A Ucrânia foi nomeada explicitamente como parte desse “conluio criminoso”, em um clima de crescente confronto geopolítico.

Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, reafirmou a perspectiva de que alguns atores externos buscam desestabilizar a região, apontando a Ucrânia e seus aliados ocidentais como os principais responsáveis por fomentar o terrorismo no Sahel. Ele também garantiu que a Rússia está disposta a fornecer apoio direto ao fortalecimento das capacidades militares dos Estados do Sahel, ressaltando a importância de treinar soldados e policiais da região para que possam lidar com as crescentes ameaças.

Essas declarações surgem em um momento crítico para a segurança do Sahel, onde atividades terroristas e insurgências têm se intensificado, desafiando a estabilidade de governos e colocando em risco a população civil. A busca do Mali e de seus vizinhos por novas alianças pode sinalizar uma mudança significativa na dinâmica de poder na África Ocidental, à medida que países da região procuram se desvincular da influência ocidental e buscar soluções mais autônomas para enfrentar os desafios locais.

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