Recentemente, um levantamento realizado por uma renomada escola de negócios evidenciou que 56,6% dos profissionais se classificam como usuários simples da IA, utilizando ferramentas para tarefas rotineiras como geração de texto, criação de imagens e respostas a dúvidas pontuais. Em contrapartida, uma pequena fração, cerca de 11,6%, se considera apta a desenvolver soluções próprias ou aplicações estruturadas com o suporte dessa tecnologia. Essa situação aponta para um paradoxo, onde, mesmo com a popularização da IA, a sua aplicação em níveis mais estratégicos e integrados ainda é escassa.
Os dados também revelam que, enquanto muitos profissionais brasileiros possuem ideias inovadoras envolvendo IA, 90% enfrentam dificuldades em implementá-las. Isso sugere um descompasso significativo entre a exploração da tecnologia e sua execução prática. A maioria dos entrevistados se identifica como exploradores, buscando novas ferramentas e testando automações simples no dia a dia, enquanto só uma minoria se aventure a ir além, criando soluções robustas.
Os obstáculos enfrentados são vários, incluindo a falta de conhecimento técnico, dificuldades na escolha de ferramentas adequadas e a ausência de incentivo por parte das organizações. Esses fatores contribuem para uma sensação generalizada de estagnação, em um cenário onde 80% dos entrevistados acreditam que, nos próximos anos, a diferenciação profissional recaíra sobre a capacidade de idealizar e construir projetos utilizando a IA.
A boa notícia, segundo especialistas na área, é que existem hoje plataformas de desenvolvimento acessíveis, como as soluções no-code e low-code, que permitem que profissionais construam suas ideias sem a necessidade de um conhecimento profundo em programação. Iniciativas como o Conquer AI Summit, por exemplo, visam capacitar esses trabalhadores para que possam, efetivamente, moldar o futuro da IA em seus ambientes de trabalho.
Contudo, para que haja uma evolução efetiva na utilização da IA, será imprescindível que os profissionais abracem a formação e o desenvolvimento de novas habilidades, preparando-se para um mercado em constante transformação. Em última análise, é essa adaptabilidade que permitirá que os indivíduos não apenas acompanhem, mas liderem as inovações trazidas pela tecnologia.







