O apoio inicial à iniciativa chilena foi oferecido por países como Brasil, Colômbia, África do Sul, Uganda, Indonésia, Espanha, Guiana e México. Com o tempo, um total de 105 nações se uniram à causa, reforçando a mensagem de que a decisão israelense compromete a eficácia da ONU, especialmente em sua função de mediação em conflitos e apoio humanitário.
A carta, além de condenar a posição de Israel, sugere que a declaração de persona non grata pode agravar a já tensa situação no Oriente Médio, dificultando ainda mais a cessação das hostilidades e o avanço rumo a uma solução de dois Estados, um objetivo reiterado em diversas discussões internacionais. O documento salienta que, em tempos de tensão, o papel de Guterres é vital para promover o diálogo e a paz entre as partes em conflito.
O governo chileno, sob a liderança do presidente Gabriel Boric, tem sido particularmente crítico em relação às operações de Israel em Gaza. Recentemente, o Chile se associou a uma ação judicial da África do Sul na Corte Internacional de Justiça, que visa responsabilizar o Estado hebreu por suas ações militares.
Essa onda de apoio internacional reflete um crescente descontentamento com as políticas israelenses, especialmente em relação aos direitos humanos e à necessidade de um diálogo que promova a paz e a estabilidade na região. A decisão do governo de Israel, que visa silenciar uma voz crítica na ONU, contrasta com as necessidades urgentes de mediação e assistência humanitária em uma das áreas mais conflituosas do mundo, evidenciando assim a complexidade e a delicadeza das relações internacionais em tempos de crises profundas.







